Pedro Prostes da Fonseca | Memória do PREC

1-Qual a ideia que esteve na origem deste seu novo livro “Os Putos do PREC”?
R-Dar a conhecer uma realidade única vivida em Portugal entre os mais jovens nos anos de 1974 e 1975. Um período de utopia, mas de muitos excessos que colocaram grandes problemas aos sucessivos ministros da Educação dos primeiros governos pós 25 de Abril. Especialmente no período de autogestão, quando miúdos de 14 anos tiveram voz no destino de professores relativamente a saneamentos.

2-Que memória mais viva guarda desses meses loucos que então se viveram nas escolas e no nosso país?
R-De ter formado, aos 12 ou 13 anos, o MRLO (Movimento Revolucionário de Libertação dos Olivais), como narro no início do livro. Claro que era uma parvoíce de putos, mas levada a sério por quem militava no MRLO, com algumas acções de guerrilha (risos).

3-Na pesquisa que fez para a escrita deste livro, que histórias e factos mais o impressionaram?
R-O que se viveu no Liceu Pedro Nunes. As perseguições por parte do MRPP, a tentativa de violação de uma aluna da UEC — organização juvenil do Partido Comunista. Nessa escola ocorreu a tempestade perfeita, pois situava-se numa zona onde muitos partidos tinham a sua sede, ao ponto de a Avenida Álvares Cabral ser continuamente invadida por soldados do COPCON em chaimites, chamados para pôr cobro a incidentes muitas vezes graves. De notar que distúrbios entre, por um lado, a esquerda mais radical, por outro o PCP, e por fim a direita foram o dia a dia de muitos outros liceus, especialmente de Lisboa e Porto. Mas também me impressionou a vontade de centenas de jovens de contribuírem para mudar Portugal pela positiva, ao alistarem-se em massa nas campanhas de alfabetização que decorreram um pouco por todo o país.
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Pedro Prostes da Fonseca
Os Putos do PREC-Os Estudantes no Verão Quente de 1975
Guerra e Paz  17€

Pedro Prostes da Fonseca na “Novos Livros” | Entrevistas

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